Curitiba - Apenas um ano após o desaparecimento do padre Adelir de Carli, em Paranaguá, o trabalho dele começará a ter continuidade. Aos 42 anos, em 20 de abril de 2008, o religioso chamou a comunidade para assistir a um gesto que terminou em dias de buscas e, três meses depois, na constatação de sua morte quando o corpo foi encontrado na Bacia de Santos e levado até Macaé, no Rio de Janeiro.
O voo em uma cadeira sustentada por mil balões de gás hélio, sem conhecimento dos equipamentos de segurança e das condições do tempo, tinha objetivo de arrecadar fundos para a Pastoral Rodoviária.
Desde então, a pastoral ficou abandonada. Segundo Denise Gallas, membro da Paróquia São Cristóvão e tesoureira da pastoral na época do acidente, todos os trabalhos foram interrompidos.
''O padre Adelir era a 200 quilômetros por hora e levava a gente junto. De repente, perdemos esse motor. Depois, o pároco que o substituiu acabava apenas rezando as missas. Mas, na verdade, todos nós ficamos de luto quase até o final do ano'', conta.
Agora, Denise acredita que Carli enviou um outro pastor aos fiéis da comunidade. Um padre jovem, Carlimar Gonçalves de Holanda, assumiu a paróquia há 15 dias e promete retomar as atividades estacionadas.
Entre os trabalhos da Pastoral Rodoviária, estava a evangelização de caminhoneiros que trafegavam pela BR-277, no Paraná, com missas no pátio da paróquia e em postos das rodovias.
No início da noite de ontem, uma missa seria celebrada pelo padre Carlimar em memória do pároco morto.

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