Morte de mulher pode ter sido por dengue
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2002
Marta MedeirosEquipe da Folha 
Maringá - A Secretaria Municipal de Saúde de Maringá vai notificar como caso suspeito de dengue hemorrágica a morte, na quarta-feira da semana passada, da dona-de-casa Patrícia da Silva Moreira, 24 anos. Ela foi atendida duas vezes no Núcleo Integrado de Saúde (NIS) da Zona Norte e internada no Hospital Universitário, mas em nenhum desses lugares, os médicos ou atendentes notaram que os sintomas da paciente eram de dengue e, por isso, não pediram exame para confirmar a contaminação.
O que levou a Vigilância Sanitária municipal a notificar o caso como suspeito foi o fato de que o marido e a filha de cinco anos da mulher também acabaram sendo internados com dengue clássica. O chefe da Vigilância Sanitária, Gilberto Pucca, disse que no HU os médicos chegaram a parceber sinais de hemorragia em Patrícia, mas o atestado de óbito trouxe como causa da morte infecção generalizada.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Paulo Donadio, o sistema de saúde está sujeito a subnotificações. Assim como muitas pessoas não acreditam que em água limpa existe ovos de Aedes, alguns médicos podem não notificar a doença, comparou o secretário. Donadio disse que os servidores e médicos dos postos de saúde estão orientados sobre a doença, mas a secretaria vai voltar a alertar a respeito dos sintomas da dengue e da importância da notificação.
Gilberto Pucca informou que a família da dona-de-casa chegou em Maringá no dia primeiro deste mês vinda de uma cidade do Mato Grosso, considerada local epidêmico da doença. Segundo ele, agentes de saúde já pulverizaram as regiões da cidade por onde a vítima passou. O fumacê foi feito em um raio de 300 metros da casa de Patrícia, no Jardim Rebouças, além do posto de saúde e do HU.


