Morte de médico continua sem pistas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de março de 2002
Sid Sauer<br>Equipe da Folha 
Boa Esperança - A polícia continuava ontem sem pistas do assassino do médico Franscico Peixoto Sobrinho, 56 anos, morto com três tiros na noite de quarta-feira, na zona rural de Boa Esperança (56 km a oeste de Campo Mourão). Ele levou um tiro nas costas, um na nuca e outro em uma das mãos. A suspeita que havia sobre um casal de namorados foi descartada depois de uma série de depoimentos prestados na delegacia.
Até ontem, dez pessoas já tinham sido ouvidas pela polícia, que considera o caso na estaca zero. As investigações partem do princípio que foi um crime passional, apesar de outras hipóteses não serem descartadas. Peixoto era casado e tinha dois filhos menores, mas a mulher e as crianças moram em Campo Mourão.
O corpo do médico foi enterrado ontem de manhã, no cemitério de Boa Esperança. Pelo menos 500 pessoas, entre familiares e amigos, acompanharam a cerimônia. A prefeitura decretou luto oficial de três dias e ontem os órgãos públicos municipais ficaram de portas fechadas.
Peixoto morava em Boa Esperança há cerca de 20 anos e era o dono do único hospital da cidade. O crime abalou a cidade, que não registrava um homicídio há quase dez anos. Peixoto era o mais antigo dos três médicos de Boa Esperança e era sócio do chamado Grupo 4A, que tinha vários negócios no município.


