Uma testemunha que não quer se identificar disse à Polícia de Umuarama ter visto o estudante Allisson Vieira de Souza, 9 anos, tomando banho de rio com dois rapazes, um deles o estudante de ciências de computação, Claudemir Rodrigues, 23 anos, preso como principal suspeito de ter matado o garoto. O corpo de Allisson foi encontrado anteontem à tarde enterrado num bosque de eucaliptos, na Estrada Pavão, a cerca de 3 quilômetros de Umuarama. O menino estava desaparecido desde o dia 19. O crime revoltou a população que durante 10 dias se mobilizou para tentar encontrar o garoto.
Segundo a testemunha, que trabalha numa fazenda perto do local onde o corpo foi encontrado, na tarde do dia 19, dois rapazes, Allisson e mais um menino brincaram na propriedade e tomaram banho num riacho perto do bosque de eucaliptos. A testemunha teria visto quando foram embora, por volta das 18 horas, e notado que faltava um dos meninos, o que vestia bermuda marrom e tênis preto, as roupas que Allissom usava.
O delegado Sebastião Vieira Filho disse ontem à Folha que não conseguiu nenhuma informação que confirme a estória da testemunha. Vieira identificou o rapaz e o menino, mas ambos negam ter estado no rio. Rodrigues também continua negando qualquer envolvimento na morte de Allisson. Ele insiste ter pego o menino na escola de manhã e o deixado em casa. Ele também nega ter ido tomar banho de rio, mas no dia do crime teria chegado em casa com roupas e cadernos molhados.
A polícia encontrou o corpo de Allissom através de denúncia de um homem que se identificou com sendo um agricultor de Goioerê. A pessoa disse ter visto uma cova no bosque. Allisson foi morto com uma pancada na cabeça. Segundo o delegado, devido ao estado de decomposição do corpo, não foi possível apurar se ele foi violentado ou não. Alisson estava sem a camiseta e com o calção arriado até os joelhos.
Mais calma ontem, a mãe de Allisson, a diarista Eliane Vieira, 31 anos, disse que não vai descansar enquanto não descobrir quem matou seu filho. Ela disse que Claudemir Rodrigues era um amigo muito próximo e nunca notou nada de estranho na atenção que ele dava a Allisson. O pai de Allisson, o funileiro Robenilson Souza, 44 anos, está convencido de que Claudemir é o assassino. ‘‘Eu sempre achei estranha a amizade dele com Allisson e há 4 meses cheguei a pedir que se afastasse do menino’’, conta.Ricardo CostaTragédiaO corpo do garoto à espera de necrópsia e Allisson no destaque: crime chocou a população de UmuaramaVânia Moreira

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