A suspeita de que o estudante Ederson Pinheiro Ribeiro, 15 anos, que morreu na última segunda-feira, seja mais uma das vítimas dos efeitos colaterais provocados pela vacina tríplice viral assustou os moradores deAraucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O pai do rapaz, Adercino Pinheiro Ribeiro, está revoltado e disse que pretende acionar judicialmente o Estado. ‘‘Um médico que tratava do Ederson nos disse que tinha acontecido o pior com o menino e que a vacina o tinha matado.’’
Apesar da suspeita da família, a Secretaria Estadual da Saúde garante que a morte não foi provocada pela vacina. Maria Angélica Curia Cerveira, diretora do Centro de Epidemiologia da Sesa, garante que resultados preliminares de exames que estão sendo feitos no Laboratório Central do Estado (Lacen), mostram que o garoto teve uma infecção bacteriana, que não é provocada pela vacina. O vice-diretor-clínico do Hospital Evangélico, Victor Hugo Marcassa, conta que Ederson chegou em coma ao hospital e que acabou morrendo por causa de uma hemorragia intracraniana. Ele não quis dizer o que pode ter provocado o problema. ‘‘Qualquer informação agora seria puro chute’’, comentou. O Evangélico está realizando exames do líquido da espinha do menino para ter uma definição.
O diretor-geral da Secretaria de Saúde de Araucária, Nereu Mansano, também descarta a possibilidade de que a vacina possa ter influenciado ou causado a morte do garoto. ‘‘Trabalhamos com a hipótese de que ele tenha morrido por ação de meningite bacteriana, que não é um dos efeitos colaterais conhecidos da vacina’’, disse.
O pai de Ederson informou ontem que havia proibido o filho de tomar a vacina, pois tinha medo de que o medicamento fosse falsificado. Entretanto, Ederson acabou sendo convencido a tomar a dose na escola em que estuda. ‘‘Isto aconteceu na sexta-feira, dia 13, e o menino que estava forte, com saúde, teve que ser levado às pressas para o Hospital Evangélico, morrendo na manhã de segunda-feira.’’
Os alunos da Escola Estadual Júlio Szymanski passam o tempo todo conjecturando sobre a possibilidade de alguém ter o mesmo destino do colega Ederson. ‘‘O diretor chegou a pedir que não falássemos mais no assunto’’, disse o estudante Juan Lacerda Junior, 19 anos. Os colegas de Juan, Everton Leite, Wagner Mendes e Flávio Antonio Farias, disseram que agora a situação está mais calma na escola. ‘‘O clima melhorou depois que foi realizada uma palestra com o pessoal da Secretaria da Saúde’’, contaram.

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