Morte de feto revolta família
A morte de um feto de nove meses de gestação causou revolta na família de Patrícia Eufrauzina, 19 anos. Ela esperava o nascimento do filho para dia 22 de agosto mas, uma semana depois, mesmo ela tendo buscado atendimento duas vezes entre o domingo (dia 23) e a quarta-feira (dia 26), foi constatada a morte do feto.
A mãe de Patrícia, Leonora Eufrauzina, conta que a filha fez o pré-natal e teve uma gravidez tranquila. Ela nunca sentiu nada. As dores começaram no domingo e eu a levei para a Maternidade Municipal Lucila Balallai, em Londrina. Lá, segundo relata, a filha foi atendida, encaminhada para exames no Hospital Universitário, e liberada.
Na quarta-feira, as dores voltaram. A família resolveu fazer um ultra-som, o qual constatou que a criança estava bem. Fomos novamente à Maternidade Municipal. A Patrícia foi examinada e liberada. Pedi para não fazerem isso, porque ela estava sentindo dor e precisava fazer uma cesariana.
Patrícia voltou à Maternidade no último sábado, novamente com dores na barriga. Segundo Leonora, ela e a filha chegaram por volta das 16 horas e foram atendidas meia hora depois. O médico me chamou e disse que sentia muito, mas o bebê estava morto. Como isso pôde acontecer? Ele estava bem, diz Leonora. Ela pretendia registrar queixa ainda ontem na 10ª Subdivisão Policial, solicitando providências.
O médico Ari Parreira, diretor da Maternidade Municipal, confirma que Patrícia procurou atendimento no domingo, na quarta-feira e no domingo. Ela foi examinada e ficou constatado que ela não estava em trabalho de parto. Mãe e filho estavam bem. Segundo o médico, Patrícia foi encaminhada para um exame no Hospital Universitário, dia 23, denominado cardiotoco, que constatou que a contração uterina da mãe e batimentos cardíacos do feto estavam normais.
O ultra-som feito na quarta-feira também constatou, segundo Parreira, que não havia nenhuma anormalidade. O médico informa que foi solicitado exame de necrópsia no feto e exames na placenta de Patrícia. Só após os resultados, que devem sair em 10 dias, é que se poderá chegar a um motivo para a morte da criança.
O exame de necrópsia foi feito no HU. O corpo foi liberado ontem à tarde e enterrado às 17 horas no Cemitério Parque das Oliveiras.Josoé de CarvalhoInconformadaA mãe da
gestante,
Leonora
Eufrauzina,
critica
conduta da
Maternidade:
Pedi para
não liberarem
porque ela
estava
sentindo
dor e
precisava
fazer
cesariana.Benê Bianchi





