Curitiba – A família de C.A.L., de 2 anos de idade, que morreu ontem de manhã, questiona o tratamento dipensado à criança no Hospital São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A menina morreu no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, para onde foi encaminhada pelos médicos de São José para uma consulta com um ortopedista para tratamento de um trauma no pé. Laudo do Instituto Médico Legal de Curitiba aponta morte por lesão raquimedular por fratura, luxação de coluna vertebral em ação contundente.
C.A.L., filha da dona de casa Flora Amaral Leão e do carregador de caminhões Joélcio Manoel Caninche, moradores do bairro Santos Dumont I de São José dos Pinhais, foi levada ao Pronto Socorro do hospital daquele município na quarta-feira, depois de ter torcido o pé em um bueiro em frente à sua casa. Segundo o médico Vladecir Demenechi, foi feito raio X do tornozelo – área onde reclamava de dor – e a perna da garota foi engessada. Anotações do hospital feita neste dia apontam ‘‘edema discreto com pouca mobilidade alterada na perna’’.‘‘Depois encaminhamos para que voltasse para consulta com o ortopedista, que atende às 7 horas’’, disse.
Segundo ele, a menina chegou atrasada para a consulta na sexta e sábado. Neste dia, a equipe constatou que ela estava com ‘‘dor, edema duro na perna direita e alteração da temperatura’’. Em função do agravamento do quadro, decidiram encaminhá-la ao Hospital do Trabalhador, onde havia um ortopedista de plantão. No Hospital do Trabalhador ninguém tinha autorização para prestar esclarecimentos, ontem.
‘‘Em momento algum a mãe da menina reclamou que ela tinha algum outro tipo de dor. Todas as vezes que veio ao hospital ela só falou do tornozelo, não citou dor em nenhum outro órgão, nem que a menina estava se queixando ou estava chorosa’’, defende-se o médico Caninche.

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