O sequestro de Marta Bersanni Chammas é o segundo caso de repercussão, nos últimos três anos, envolvendo a área médica de Maringá. Em julho de 1998, o médico cardiologista Francisco Assis Coimbra Júnior, 38 anos, foi levado no caminho que fazia entre o consultório e o hospital, e 35 dias depois, encontrado morto com dois tiros na cabeça em uma plantação de milho em Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina).
O caso teve grande repercussão, mas até hoje a polícia não conseguiu desvendar o mistério que cerca a morte do médico. Uma semana depois de seu desaparecimento, a polícia já descartava um possível sequestro, até pela falta de contatos telefônicos, e trabalhava com as hipóteses de crime passional ou vingança.
Entre o desaparecimento e a localização do corpo de Coimbra Júnior em Sertanópolis, a comunidade de Maringá acabou vivendo momentos de apreensão. A polícia nunca conseguiu sequer uma pista dos autores do assassinato.
Em junho do ano passado, dois homens chegaram a ser presos suspeitos de terem participado da morte do cardiologista, mas nada ficou esclarecido e a polícia não conseguiu estabelecer e provar nenhuma ligação entre os detidos e o médico.

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