Morte de borracheiro é investigada
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segunda-feira, 16 de outubro de 2000
Maurício Borges de Apucarana 
As circunstâncias misteriosas que envolvem a morte do borracheiro Adeilson de Lima, 27 anos, poderá resultar na exumação do cadáver, sepultado ontem em Rosário do Ivaí (95 km ao sul de Apucarana). De início, a polícia tratou o caso como suicídio, mas depois surgiram suspeitas de que poderia ser um homicídio.
O corpo de Lima foi encontrado na manhã de domingo, no Sítio Oliveira, degolado e com mais três perfurações no tórax. Próximo ao cadáver, a polícia encontrou uma tesoura, com a qual supõe-se terem sido feitos os ferimentos.
Segundo o escrivão Claudemir de Souza Oliveira, o inquérito policial já foi instaurado e, a partir de hoje, começam a ser ouvidas as últimas pessoas que estiveram com o borracheiro, no sábado e domingo. Entre estas pessoas estão o proprietário do sítio, Vandeir de Oliveira, e um funcionário seu, informou.
Para o policial parece improvável que as perfurações tenham sido feitas com uma tesoura. Ele revelou ontem que, por enquanto, não existe nenhum pedido oficial para que seja providenciada a exumação do corpo. O corpo não foi levado para o Instituto Médico Legal de Apucarana, mas dois médicos de Rosário assinaram o laudo de necrópsia, relatando os ferimentos e a hemorragia, na região do pescoço, como causa da morte de Adeilson de Lima, informou.
Até mesmo o advogado Edineudes Batista, que presta assistência ao agricultor Vandeir de Oliveira, também anunciou ontem que pretende pedir a exumação, como forma de esclarecer com segurança as circunstâncias da morte do borracheiro.


