A bactéria Klebsiella pneumone encontrada em sete dos 12 recém-nascidos que estavam internados semana passada no Hospital Evangélico de Londrina , não teve relação com a morte de um bebê, na última sexta-feira, que culminou com a interdição dos setores materno-infantis da instituição. A possibilidade da bactéria ter relação com o óbito foi descartada, ontem, com o resultado do exame de cultura de secreção bucal realizado pelo laboratório do Hospital Universitário (HU).
Segundo Josemari de Arruda Campos, diretora de Epidemiologia e Saúde Ambiental da secretaria municipal de Saúde, a bactéria encontrada nas crianças é sensível a antibióticos e não poderia causar a morte, já que o bebê, que nasceu prematuro, recebeu esse tipo de medicamento. Ela completou que estão sendo esperados os resultados de outros exames, de cultura de sangue, que poderão mostrar se outra bactéria causou a infecção generalizada que resultou na morte do recém-nascido. ''Não podemos ser simplistas em situações como essa'', frisou.
Sobre a manutenção da interdição em seis alas do setor materno-infantil do hospital entre elas, a maternidade e o centro obstétrico , Josemari disse que hoje haverá uma reunião com membros da equipe da Vigilância Sanitária que esteve acompanhando os trabalhos de desinfecção desenvolvidos nos últimos dias na instituição. Ela afirmou que dependendo do relatório que será apresentado pelos fiscais, os setores poderão ser liberados para funcionar. A demora na liberação poderá causar problemas nos demais hospitais, que ainda não sentiram os reflexos da interdição.
A assessoria de imprensa do Hospital Evangélico informou que a direção já esperava pela confirmação de que a bactéria não causou a morte do bebê. Conforme a assessoria, o fato de acionar a Vigilância Sanitária ocorreu, apenas, por precaução.

mockup