Morte de bebê em Toledo fica sem definição do IML
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sexta-feira, 23 de março de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
O médico-legista Leandro Batista de Azevedo, do Instituto Médico-Legal (IML) de Toledo informou ontem que o IML de Curitiba alegou não possuir tecnologia necessária para identificar a causa da morte do bebê Eduardo Vinícius Vilanova, de seis meses. O IML de Curitiba faria os exames anato-patológicos nos fragmentos do corpo que foi exumado em Toledo. O exame foi solicitado pela Polícia Civil depois que a família da criança levantou a suspeita de que a morte teria sido causada por uma injeção que o menino recebeu quando estava internado no mini-hospital da Vila Pioneiro.
O legista explicou que o IML de Curitiba recebeu os fragmentos do corpo da criança, mas por ser um exame muito detalhado não há como chegar a um resultado prático. O único local apto a fazer esse tipo de exame é o IML de Campinas. Estamos negociando com a prefeitura a possibilidade de fazer o exame no Estado de São Paulo, disse Leandro Azevedo.
O delegado da 20ª Subdivisão Policial de Toledo, Noobu Nagassi, afirmou que o inquérito para apurar as causas da morte do bebê estão em andamento, mas somente após o resultado do exame é que se chegará a uma conclusão. Foram ouvidos os pais da criança, a enfermeira Marli Marostega e a médica Vânia Sarquis, que atenderam Eduardo Vinícius no mini-hospital.
A morte da criança aconteceu no dia 25 de fevereiro. A criança chegou ao mini-hospital apresentando sintomas de alergia. De acordo com a família do bebê, depois de deixá-lo em observação durante uma noite, a médica receitou três medicamentos e autorizou sua volta para casa. Antes de sair, a criança tomou uma injeção aplicada pela enfermeira Marli Marostega. A exumação foi feita no último dia 2.


