A morte de uma menina de quatro meses causou revolta em uma família do Conjunto João Turquino. Para os familiares, a falta de atendimento correto no Pronto Atendimento Infantil (PAI) teria vitimado Ingrid Naiara Eliel Vicente. O corpo foi seputado no final da tarde, no Cemitério Jardim da Saudade. De acordo com a enfermeira chefe Rosa Kikuchi, ninguém da instituição poderia comentar o caso ontem.
De acordo com o pai Reginaldo Guimarães Vicente, 20 anos, a criança teve uma crise de gripe na noite de quinta-feira. Ela teria sido medicada no Hospital da Zona Sul e melhorado. Na noite seguinte, após nova crise, Ingrid foi levada para o PAI onde ficou em observação até o sábado. ''A médica liberou minha filha dizendo que ela não tinha nada e receitou uma dose do medicamento Sabotamol'', relatou a mãe Verônica da Silva Eliel, 18. Ela disse que deu somente meia dose para Ingrid.
Durante a noite, o pai de Verônica, Pedro Eliel, que mora com o casal, ouviu o choro de Ingrid mas ''achou normal''. Somente às 3h30, ele levantou para ver a criança. Segundo ele, Ingrid já estaria morta, com ''a cara roxa e toda revirada na cama''. Foi a primeira vez que Ingrid, que nasceu no dia 23 de janeiro, teria precisado ir ao hospital.
Para Reginaldo, a filha deveria ter permanecido internada. ''Ou é culpa do remédio ou da falta de atendimento. Sei que a médica não teve intenção, mas fez alguma coisa de errado'', afirmou.

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