Morte de ave mostra falta de estrutura
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de outubro de 2002
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
A secretária Rosana Ormeneze Oliveira e o proprietário de ferro-velho Antenor de Souza Cardoso bem que tentaram, mas não conseguiram salvar uma coruja, ontem, em Londrina. Com a asa machucada, a coruja foi encontrada por Cardoso na tarde de anteontem, na área verde do Centro Social Urbano da Vila Recreio (região central). Os dois procuraram ajuda em diversos locais, mas a resposta foi um ''empurra-empurra''. ''Fiquei com dó e trouxe para cá'', disse Cardoso. A coruja morreu no final da tarde.
Sem saber como tratar a coruja, de cor rajada e asas com cerca de um metro de comprimento, os dois tentaram pedir ajuda em órgãos públicos. Foram vários telefonemas e nenhuma solução. Segundo Rosana, no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e na Polícia Florestal, as ligações não foram atendidas. Na Universidade do Norte do Paraná (Unopar), a informação foi de que não havia setor para atendimento de animais silvestres. ''No Hospital Veterinário (HV) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a professora da área estava viajando'', informou Rosana.
Ontem, o funcionário do Ibama, José Carlos Vargas Machado, disse que se tivesse recebido a ocorrência teria que repassá-la para a Polícia Florestal, porque o órgão só tem um veículo e estava sendo utilizado para fiscalização. Na Florestal, a informação foi de que o animal teria que ser encaminhado para a UEL. No Hospital Veterinário da UEL, o diretor Wilmar Sachetim Marçal informou que a professora responsável pelo atendimento de animais silvestres estava em Telêmaco Borba, atendendo animais do zoológico. Na Unopar, a assessoria de imprensa informou que não há professores da área e não seria possível dar um tratamento adequado à coruja.


