Morte de aposentado vira caso de polícia
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quarta-feira, 15 de junho de 2005
Evandro Fadel<br> Agência Estado 
Ribeirão do Pinhal - A morte do aposentado Eduardo Ribeiro, de 58 anos, que sofria de câncer na medula óssea, ontem à tarde, virou caso de polícia na pequena Ribeirão do Pinhal (57 km a Oeste de Jacarezinho), no norte do Paraná. Um vizinho registrou boletim de ocorrência na delegacia da cidade afirmando que houve omissão de socorro. O Hospital e Maternidade Ribeirão do Pinhal, que é filantrópico, e o Centro de Sa© úde, da prefeitura, negam a acusação.
De acordo com o delegado Getúlio de Moraes Vargas, o vizinho de Ribeiro, Jonato da Silva, que conhecia a vítima há apenas uma semana, disse ter sido chamado pelos parentes para que o aposentado fosse levado à cidade, distante 20 quilômetros do distrito de Triolândia, onde moram, em razão do agravamento do estado de saúde dele. Ainda de acordo com Silva, quando chegaram à cidade foram à unidade de sa© úde, de onde os encaminharam para o hospital.
Lá eles teriam sido informados que precisariam retornar ao Centro de Saúde, onde trabalha o médico que acompanhava o caso. Ribeiro morreu quando o carro chegava à unidade. O delegado disse que o vizinho não detalhou o tempo que demorou percorrendo as duas instituições. Ele vai convocar os parentes para depor.
A secretária municipal da Sa© úde, Maria Sueli Domingues Carvalho, disse que o paciente vinha sendo atendido pelo município. Na terça-feira, por volta das 16 horas, ele chegou com um quadro de insuficiência respiratória e foi encaminhado ao hospital. ''É costume em casos graves'', afirmou. Segundo ela, o hospital deveria ter comunicado o médico do posto para que fosse até lá e não mandar o paciente de volta à unidade de saúde. ''Ele viria a falecer, mas não poderia acontecer do jeito que aconteceu'', lamentou. ''Não podia ter morrido no carro.''
O diretor clínico do hospital, Dartagnan Calixto Fraiz, garantiu que não houve omissão de socorro. Segundo ele, o paciente, que seria terminal, chegou ao hospital para trocar uma sonda e foi aconselhado a ir à unidade de saúde para que seu médico fizesse uma avaliação. De acordo com Fraiz, a distância entre as duas instituições é de três quadras. ''Não houve omissão. Houve socorro'', disse. ''Mas tinha que ter tido outro desfecho.''


