O Núcleo Regional de Londrina da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) recebeu ontem, pela manhã, pedido de investigação em sítios na região do distrito São Luiz (zona leste). Segundo vizinhos das propriedades, cavalos, bois e vacas estariam morrendo com sintomas de raiva, provavelmente transmitida por morcegos. Hoje, pela manhã, uma equipe com veterinários da Seab, acompanhada de agentes comunitários da Secretaria Municipal de Saúde, fará uma vistoria nos sítios.
O pedido de investigação foi feito por Roxane Bandeira, coordenadora do posto de saúde do distrito São Luiz. ''Recebemos informações dos vizinhos e não vimos nenhum dos animais mortos. São apenas suspeitas'', diz Roxane. ''No progama Saúde da Família, trabalhamos de forma preventiva. Caso haja suspeita de transmissão de raiva, aplicaremos vacina anti-rábica nos moradores da região e faremos todo o acompanhamento''.
Adílson Luiz Mazzaro, auxiliar-administrativo do Seab, afirma que o procedimento da Secretaria será o mesmo. ''Após a vistoria, se necessário, vacinaremos os animais. Se houver indícios, coletaremos amostras para detectar se a causa da morte destes animais foi realmente raiva'', explica. Segundo Mazzaro, as propriedades ficam na Estrada do Coelho, no caminho para o distrito São Luiz, ao fundo da Mata do Godoy. Ele não soube especificar quantos dos animais mortos eram cavalos ou bovinos. ''As informações que chegaram até nós eram meio dispersas. Precisamos verificar'', afirma.
No início de novembro, a região da Mata do Godoy já havia apresentado um caso comprovado de morte animal por raiva. Segundo Rosilei Andreolli, veterinária do Seab, dois cerébros de bovinos foram coletados e enviados para análise em Curitiba. Um dos dois estudos apontou que a causa da morte do animal realmente foi raiva, em uma fazenda. ''Nestes casos, os morcegos são mesmo os principais suspeitos da transmissão da doença, pela proximidade com a Mata'', diz a veterinária.
Roxane, do posto de saúde, explica que, nestas ocorrências, o posto do Patrimônio Regina prestou o atendimento à população. ''Havia uma maior facilidade de acesso, de ônibus, em comparação a nosso posto'', afirma. Mazzaro, da Seab, ressalta que os fazendeiros não devem temer inspeções da Secretaria. ''Se algum animal morrer em circunstâncias semelhantes a casos de raiva, é essencial avisar a Seab'', recomenda.

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