Morte da filha inspirou criação
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de outubro de 1997
Londrina 
Uma inspiração da Flávia. É assim que a fisioterapeuta Helaine Cristina Herrero define o trabalho voluntário que desenvolve à frente do Centro de Vivência, Integração e Potencialidade (Vipe).
Estamos recebendo crianças completamente deserdadas do mundo. As pessoas precisam entender que a criança com deficiência tem potencial para ser desenvolvido, destaca a fisioterapeuta.
Diretora do centro, Helaine Cristina conseguiu superar a tragédia da morte de sua filha única a partir da fundação da Associação Flávia Cristina, da qual é presidente. O Centro foi construído pela Associação, com ajuda de um grupo de profissionais da área de saúde que trabalham com Helaine Herreno em uma clínica.
A filha da fisioterapeuta, Flávia Cristina Oliveira, de 8 anos, morreu em agosto após cair do 5º andar do prédio onde morava, o residencial Lucílio de Held, na rua Gustavo Barroso, jardim Shangri-lá (zona oeste).
Flávia Cristina caiu quando estava tentando passar da janela do seu quarto para a sacada do apartamento, que ficam bem ao lado uma da outra. A menina desequilibrou-se e caiu.
A inspiração para Helaine desenvolver o trabalho assistencial veio de um bilhete escrito pela filha e encontrado pela a mãe, dias após a sua morte, enquanto arrumava as coisas que pertenciam à garota. No bilhete, Flávia Cristina, então com sete anos, escreveu: Porta fecha. Porta abre. Obrigada para todos.


