Jataizinho A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) está preocupada com sete pontos de mortandade de peixes nas bacias dos rios Tibagi e das Cinzas. Cinco pontos de mortandade foram localizados em um trecho de aproximadamente 160 quilômetros entre os municípios de Jataizinho (21 km a leste de Londrina) e Ortigueira (113 km ao sul de Apucarana).
O desastre ambiental está sendo investigado desde quinta-feira da semana passada, quando foram feitas denúncias anônimas ao escritório regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que de imediato informou o caso à Sema. Os escritórios do IAP de Londrina e de Ponta Grossa também foram mobilizados.
As equipes estão rastreando as duas margens do Tibagi e do Rio Laranjinha, afluente do Rio das Cinzas, onde apareceu o último foco de mortandade, na segunda-feira. O objetivo é localizar outros pontos de contaminação. Nos sete pontos de contaminação já detectados, foram recolhidas amostras de água e exemplares de peixes mortos. Eles serão examinados no laboratório do IAP em Curitiba e os resultados dos exames devem ser divulgados em duas semanas.
Na opinião do secretário estadual de Meio Ambiente, Luís Eduardo Cheida, a mortandante dos peixes foi provocada pela contaminação da água por agrotóxicos. ''Pela época do ano, quando o uso do agrotóxico é mais intenso, e pela característica do Tibagi, de corredeiras e bem oxigenado, onde é preciso um volume de contaminação grande para ocorrer a mortandade, estamos muito preocupados e atentos.''
Cheida informou que os exemplares mortos são peixes de escama, o que aumenta os indícios de que a contaminação tenha sido superficial e decorrente de algum agente externo, descartando alguma reação a partir da vida subaquática.
De acordo com o chefe regional do IAP em Londrina, Ney Paulo, as equipes não constataram indícios de que os pontos de mortandades tenham sofrido contaminação por defensivos usados nas lavouras. Cheida que admitiu ser ''muito difícil'' responsabilizar alguém se for confirmada a hipótese de contaminação por agrotóxico garantiu que nos pontos rastreados não foram constatados despejos de esgoto, lixo ou lavagem de embalagens de defensivos.
Cheida e Paulo também garantem que o número de peixe mortos em cada ponto é pequeno. A coordenadora de projetos do Consórcio Intermunicipal para a Proteção Ambiental da Bacia do Rio Tibagi, Lucilene Furlan, que acompanha as ações de rastreamento e coleta para exames, arriscou em dezenas, o número médio de peixes mortos em cada um dos sete pontos.

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