Giovani Ferreira
De Curitiba
A Câmara Federal instala na próxima semana a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Mortalidade Materna. Os deputados querem investigar as causas que levam à morte materna no Brasil, bem como apurar as responsabilidades sobre os óbitos. O requerimento para a criação da CPI foi encaminhado na legislatura anterior e somente agora vai sair do papel e ser estruturada na prática.
O deputado Florisvaldo Fier, o dr. Rosinha, representante do PT do Paraná e um dos membros da comissão, explica que além de trabalhar no sentido de detectar os motivos da mortalidade, eles vão querer saber se os responsáveis estão sendo punidos. A primeira ação da CPI será a de solicitar junto aos comitês estaduais de mortalidade materna os relatórios anuais revelando a situação de cada Estado. Na sequência os deputados devem começar a visitar e colher depoimentos nas localidades onde a situação é mais grave.
Rosinha garante que a CPI deve vir ao Paraná. Ele não sabe precisar a data, mas diz que irá recomendar aos membros a investigação no Estado paranaense, levando em consideração os números que revelam o crescimento da mortalidade materna nos últimos anos.
O Paraná fechou o ano de 98 com números que colocam a mortalidade materna como a oitava causa de morte entre as mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos). Relatório do comitê estadual mostra que o Coeficiente Médio de Mortalidade Materna (CMM) aumentou, passando de 74,4 óbitos de parturientes por 100 mil bebês nascidos vivos em 97 para 81 mortes por 100 mil nascidos vivos em 98. O comitê ainda está fechando os números de 99, mas dados preliminares já apontam para um novo aumento no ano passado.

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