Mortalidade materna no Estado é avaliada por comitê
Luciana Pombo
De Curitiba
Avaliar os índices de mortalidade materna no Paraná nos últimos dez anos. Este é o objetivo do Comitê Estadual de Mortalidade Materna que começou ontem em Curitiba. Segundo o presidente do seminário, Hélvio Bertolozzi Soares, o índice nacional de mortalidade materna é de 98 óbitos para cada 100 mil nascidos.
No Paraná, o índice é um pouco melhor, 77 óbitos para cada 100 mil nascidos. Este índice é significativo no quadro nacional, mas precisa ainda ser melhorado, disse ele. Em países desenvolvidos, o coeficiente varia entre quatro e dez óbitos de mães para cada 100 mil nascimentos.
Entre as principais causas da mortalidade materna está a eclâmpsia, uma hipertensão que ocorre durante a gravidez. Também estão na lista das principais causas de morte materna as hemorragias, infecções, abortos, doenças obstétricas indiretas, aborto, excesso de cesarianas e outros procedimentos de risco, como a anestesia. Todas estas causas podem ser evitadas ou reduzidas se houver maior conscientização e qualidade nos atendimentos dos hospitais e postos de saúde, afirmou.
O atendimento adequado durante o período pré-natal é apontado como uma das soluções mais viáveis para a redução dos casos de mortalidade materna no Paraná. Atualmente, apenas 83% das mulheres realizam exames antes do parto e 90% são atendidas em hospitais. Temos que diminuir o número de cesarianas e evitar a gravidez precoce, salientou Soares. Os dados do Comitê Estadual apontam que 50% dos partos realizados são cesarianas e 20% das mulheres atendidas tiveram uma gravidez precoce ou indesejada.
Durante todo o dia de hoje, serão realizadas atividades de debate sobre a necessidade da redução do número de casos de morte materna em todo o País.





