O coeficiente de mortalidade materna vem apresentando declínio, em Londrina, nos últimos anos. Segundo levantamento realizado pela Diretoria de Índices de Saúde (DIS), em relação ao último triênio analisado, houve uma redução de 55%, passando de 49,8 por cem mil nascidos (triênio 1997/1999) para 22,4 (triênio 2000/2002). Este índice é o mais baixo já registrado no município, segundo o secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes, que esteve participando ontem da posse do Comitê Municipal de Prevenção da Mortalidade Materno Infantil.
Para o secretário, a queda dos índices de morte materna em Londrina está relacionada à adequação que o sistema municipal de assistência à saúde vem sofrendo. Ele ressaltou os serviços das unidades do Programa Saúde da Família (PSF), que realizam atendimento pré-natal, e o serviço prestado pela Maternidade Municipal, com o parto humanizado e a atenção ao período pós-parto. ''Londrina é uma das únicas cidades do Estado que realiza a analgesia (sem dor) de parto'', comentou.
Dados do Comitê de Mortalidade Materna da Secretaria Estadual da Saúde, indicam que a falta de acompanhamento pré-natal, de atendimento especializado para gestantes de alto risco e o parto mal assistido são as principais causas da mortalidade materna no Paraná. Em Londrina, no último triênio, ocorreram cinco óbitos maternos, sendo dois em 2000, um em 2001 e dois em 2002.
O índice de mortalidade infantil também sofreu uma redução em 2002, na cidade. O coeficiente de 10,86 mortes de crianças menores de um ano de idade por mil nascidos vivos é o menor da história do município. Em 2000, o coeficiente registrado foi de 14,19 e, em 2001, de 11,37. No ano passado foram registrados 75 óbitos de menores de um ano de idade, sendo 53 no período neonatal (até 28 dias de vida) e 22 no pós-neonatal (28 dias ou mais).
Sobre o comitê, Silvio Fernandes disse que os principais objetivos são o estudo das causas da mortalidade materno infantil para propor medidas que reduzam o índice no município, a análise e implementação de medidas que visem a humanização do parto hospitalar, abrangendo os períodos de pré-natal, parto e pós-parto, e a realização de estudos científicos sobre o perfil da mortalidade materno infantil com ênfase à ampliação do conhecimento nas ações de prevenção.

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