Das 108 crianças que nasceram em Laranjal (170 km a oeste de Guarapuava) no ano passado, seis morreram antes de completar um ano. Os dados são do Sistema de Informação Nacional de Nascidos Vivos (Sinasc) e colocam a cidade entre as de maior índice de mortalidade infantil do Paraná. Ano passado, o município registrou o segundo maior coeficiente de mortalidade entre as 20 cidades atendidas pela 5 Regional de Saúde.
Com apenas nove anos de emancipação, o alto número de mortes valeram à cidade a inclusão em estudos da Unicef como uma das piores do Paraná para se viver e criar filhos, segundo dados publicados pela entidade em 2000. Apesar de apresentar uma alta nos dois últimos anos, a mortalidade começa a cair. Em 1997, ocorreram duas mortes; em 98, duas; em 99, cinco e, em 2000, seis, segundo o Sinasc. Até agosto deste ano, apenas duas mortes foram registradas em Laranjal. Também não foram registradas mortes maternas.
''Duas mortes em um município grande pode não representar nada, mas em uma cidade pequena faz uma diferença enorme e crucial'', explica o diretor da 5 Regional de Saúde, o médico Helaman Almeida Gaertner. Para se ter noção do impacto dos números é preciso avaliar a quantidade de nascidos vivos, acrescenta, informando que em 97 foram 134; em 98, 155; em 99, 155 e, em 2000, 108 nascimentos.
A gravidez na adolescência é outro fator complicador, chegando a 29,66% quando o tolerável fica em 23%. A secretária de Saúde, atribui os altos índices a miséria da população e aos poucos programas de prevenção desenvolvidos até agora.
A criação de vários projetos educativos, a ampliação de outros e uma ação de desfavelamento, realizado em parceria com a Cohapar, devem reduzir os óbitos e as gestações precoces, acredita a secretária.

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