Mortalidade infantil cai 41% em dez anos
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quarta-feira, 11 de março de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Em dez anos, a mortalidade infantil na capital paranaense registrou queda de 41%. O índice, que em 1999 era de 16,6 óbitos de menores de um ano de idade para cada mil nascidos vivos, chegou a 9,8 em 2008. Outro número expressivo desse período é a queda do número de casos de gravidez de adolescentes. Do total de mulheres grávidas em 1999, 20% tinham menos de 20 anos. Em 2008, foram 14%.
Os números foram anunciados, ontem, no evento que marcou a comemoração de dez anos do programa Mãe Curitibana. Focado na atenção materno-infantil, 166 mil mulheres já foram atendidas pelo projeto, uma iniciativa da Prefeitura de Curitiba em parceria com hospitais-maternidades, a sociedade científica, as sociedades paranaenses de Pediatria e de Ginecologia e Obstetrícia e o Conselho Municipal de Saúde.
De acordo com a assessora da superintendência da Secretaria Municipal de Saúde e médica do programa, Karin Luhm, outro índice positivo foi a melhoria dos índices de aleitamento materno. ''Em 1999, temos dados de que apenas 14% das mães faziam o aleitamento materno exclusivo no sexto mês do bebê. Novas pesquisas indicaram que hoje já são 45% das mães. Os ganhos são técnicos, mas também de humanização do atendimento'', avalia. O aumento da frequência nas consultas pré-natal seria um dos grandes responsáveis pelos números positivos.
Segundo a secretaria, o programa já foi adaptado pelos governos de São Paulo (SP), Campo Grande (MS) e Pernambuco. Em 2008, recebeu o prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) 2007, pelos esforços para redução da mortalidade infantil.
Pai presente
Na solenidade, uma novidade no programa foi anunciada. A estratégia ''Pai Presente no Pré-Natal'', prevê a maior participação dos pais nas consultas, exames e oficinas da gestante. ''Ele ganhará um convite à participação no momento do exame de gravidez positivo e receberá atenção exclusiva dos profissionais do programa para medir pressão e esclarecer dúvidas nas consultas'', explica Karin.
Como meta para os próximos anos, a médica diz que todos os esforços serão concentrados em manter abaixo de dez o índice da mortalidade infantil no município.


