Mortalidade infantil aumenta no Vale do Ivaí
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segunda-feira, 10 de março de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Londrina A 22ª Regional de Saúde de Ivaiporã (Vale do Ivaí) registrou números alarmantes relacionados à mortalidade infantil. A quantidade de bebês que perderam a vida antes de completar o primeiro ano aumentou de 19, em 2012, para 31, em 2013. Os dados são preliminares, mas já mobilizam a equipe da Secretaria de Saúde do Estado para promover ações na região.
"A regional já tem um histórico elevado de mortalidade entre os bebês nascidos vivos e menores de um ano, mas, em 2012, tivemos o nosso melhor resultado, com a redução. Agora precisamos verificar o que foi feito entre 2011 e 2012, quando houve essa redução, e o que ocorreu entre 2012 e 2013", avalia a fisioterapeuta Claudia Valéria da Silva, responsável por acompanhar as ocorrências de mortalidade infantil na 22ª RS.
Conforme Claudia, os dados preliminares ainda podem aumentar, já que em alguns casos as declarações de óbito são cadastradas com atraso no sistema. Os números finais e o diagnóstico devem ser concluídos entre abril e maio.
Com 31 óbitos em 2013, o coeficiente de mortalidade infantil atingiu 18,14. No ano anterior, esse índice foi de 10,84, ou seja, 10 mortes a cada mil nascidos vivos. Em 2011, o coeficiente ficou em 14,8. O número é calculado pela divisão entre a quantidade de óbitos de bebês menores de um ano e o número de nascimentos em uma determinada região. O resultado dessa divisão é então multiplicado por mil. O coeficiente preliminar do ano passado no Estado é de 10,9.
De acordo com a RS, o número de bebês nascidos vivos caiu de 1.753 para 1.709 entre 2012 e 2013. Para Claudia, a diferença por si só não impactaria de forma significativa no cálculo da mortalidade.
Descentralização
A 22ª RS é composta pelos municípios de Arapuã, Ariranha do Ivaí, Cândido de Abreu, Cruzmaltina, Godoy Moreira, Ivaiporã, Jardim Alegre, Lidianópolis, Lunardelli, Manoel Ribas, Mato Rico, Nova Tebas, Rio Branco do Ivaí, Rosário do Ivaí, Santa Maria do Oeste e São João do Ivaí. A preocupação é com a descentralização das ocorrências. Claudia destaca que oito das 16 cidades registraram as 19 mortes em 2012.
"Em 2013, não houve a concentração desses números. As 31 mortes ficaram espalhadas. Só quatro municípios não registraram óbitos", relata. Cinco bebês morreram em Cândido de Abreu. Quatro ocorrências foram constatadas em Ivaiporã e outras quatro em Rosário do Ivaí. O restante dos casos ficou dividido entre nove cidades.
Para Claudia, o aumento na mortalidade pode estar relacionado às falhas no atendimento oferecido às mães e aos bebês na rede básica de saúde. "Dos 19 óbitos de 2012, constatamos que 58% poderiam ter sido evitados. Destes 58%, 80% ocorreram por causa de problemas na rede de atenção primária", detalha. Ela aponta que é preciso reforçar os cuidados com as gestantes e acompanhar de perto o desenvolvimento dos bebês até o primeiro ano de vida.



