Curitiba - Mesmo com mais policiais nas ruas, muitos comerciantes tomaram suas próprias medidas de prevenção de crimes. A principal delas é a contratação de seguranças privados. A intenção é evitar furtos de produtos, ainda mais comuns na época de festas. Geralmente os seguranças ficam na porta das lojas. É o que ocorre em uma loja de cosméticos da Rua XV de Novembro, a mais movimentada de Curitiba. A gerente Joana Neves diz que já mantém um segurança durante todo o ano, mas em 2008 foi necessário reforço. "O fluxo de pessoas aqui dentro dobra", comenta. "Vale a pena gastar mais com segurança, pois temos produtos caros", completa.
Na porta, o segurança Paulo Roberto Pereira Martins, que há 9 anos trabalha na função, conta que há apenas uma forma de evitar os furtos: manter os olhos abertos. Ele explica que não há como enfrentar assaltos, mas existe a possibilidade de evitá-los. "Tem de ficar ligado, olhando movimentações estranhas. Os ‘malandros’ que sempre batem carteira por aqui nunca andam sozinhos", dá a dica.
A dica é semelhante a de Vladimir José Mariano, que começou a trabalhar como segurança de loja neste Natal. Para Mariano, apenas o olho aberto pode coibir os assaltos. Ele trabalha em um loja de jóias que, até este ano, contratava segurança apenas durante o período de compras, em dezembro. Neste Natal, a medida deixou de ser temporária e vai se estender para o ano inteiro. "Decidimos colocar uma pessoa fixa para aumentar a segurança", confirma Priscila Ribeiro, subgerente da loja. Ela comenta, porém, que o grande fluxo de pessoas em dezembro faz com que seja o período de maior receio.
Quem está nas ruas para fazer as compras de Natal também se preocupa com a segurança. É o caso da dona de casa Marta Maria Furtado, andando com várias sacolas na Rua XV. Dentro, presentes para filhos e irmãos. Ela toma alguns cuidados ao fazer suas compras. O dinheiro vai distribuído pelo corpo. Um pouco na carteira, outro tanto na bolso e nos bolsos. Não usa cheque. Marta também tenta reduzir ao máximo o número de sacolas. Mesmo com todos os cuidados, Marta não anda tranqüila. "Morro de medo de ser abordada por assaltantes", confessa. (T.A.)

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