Alguns engenhos de cana de Morretes poderão ser incluídos num projeto de preservação que a prefeitura do município pretende desenvolver. O projeto, contudo, ainda é apenas uma idéia. Segundo o chefe do Departamento de Meio Ambiente da prefeitura, Gilmar Talitz, a fábrica de aguardente do ‘‘Diquinho’’ (o último a deixar a funcionar na região, como mostrou reportagem da Folha) não está entre os possíveis incluídos no projeto de preservação.
‘‘A construção foi totalmente remodelada e perdeu as características originais’’, afirma Talitz. Segundo ele, existem na Estrada do Anhaia dois ou três alambiques que ainda podem ser recuperados e interessam ao patrimônio histórico da cidade.
Atualmente, Morretes tem quatro imóveis tombados pelo Patrimônio Histórico Estadual: duas igrejas, uma casa em Porto de Cima que hoje abriga uma pousada e a Casa Rocha Pombo, no Centro, onde funciona a Secretaria Municipal da Educação. ‘‘Nossa intenção é desenvolver um projeto de tombamento de toda a área central e mais algumas edificações isoladas, entre as quais estariam alambiques’’, disse Talitz.
Segundo ele, as irregularidades cometidas no município na administração Júlio Salomão ainda repercutem nas atividades da prefeitura e dificultam as ações em benefício do patrimônio histórico. ‘‘A prefeitura não tem dinheiro, tem problemas até para conseguir uma certidão negativa e muitas vezes não consegue fechar convênios’’, diz. A idéia é buscar apoio dos governos estadual e federal e da iniciativa privada, para preservar o que ainda resta de uma época em que os engenhos geravam empregos e riqueza.

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