Foram enterradas no final da tarde de ontem, no Cemitério Jardim da Saudade, Zona Norte de Londrina, as gêmeas siamesas Maria Eduarda e Maria Vitória dos Santos Ipolito, que nasceram unidas pelo tórax e abdome e com um só coração, no dia 8 de dezembro, no Hospital Universitário (HU). As irmãs não resistiram à insuficiência cardíaca e morreram às 6h35 de ontem. Elas tinham malformação cardíaca complexa e além da insuficiência cardíaca, apresentavam quadro de pneumonia.
Maria Eduarda e Maria Vitória nasceram com 28 semanas de gestação, pesando 2,65 quilos. Após dois meses no hospital, chegaram a 4,94 quilos. O obstetra Ignácio Teruo Inoue, que fez o parto da dona de casa Edneia Ipolito, de 29 anos, informou na época que o que mais preocupava era a prematuridade dos bebês e as complicações inerentes à falta de amadurecimento dos órgãos. A equipe médica iria acompanhar a evolução do caso para avaliar, futuramente, a viabilidade da cirurgia de separação.
Segundo Inoue, a gestação gemelar de siameses é decorrente de uma má-formação que acontece no início da divisão celular, que se dá tardiamente, após o 13º dia de fecundação. ''Estamos diante de um caso raro, que acontece uma vez a cada 50 mil gestações. Nos casos de gêmeos siameses geralmente há uma só placenta e uma bolsa amniótica, o que corresponde a menos de 2% das gestações múltiplas'', detalhou o obstetra, logo depois do nascimento das irmãs. Ontem nenhum médico do HU falou com a reportagem sobre o caso.

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