Morre vítima da queda de ultraleve
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quarta-feira, 09 de agosto de 2000
Érika Pelegrino de Londrina 
Flávio Tadeu Souza Godoy, 48 anos, que pilotava o ultraleve que caiu no final da tarde de anteontem no Thermas de Londrina, na zona leste, morreu às 20h30 do mesmo dia do acidente. Ele sofreu traumatismo craniano com fratura exposta do crânio e estava internado na Santa Casa.
Wille Von Raupp, 28 anos, que estava com Flávio, continuava internado, até o final da tarde de ontem, em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa. Wille sofreu traumatismo craniano e traumas por todo o corpo.
Segundo Vera Lúcia Garavello, vizinha de Wille, Flávio era namorado da irmã de Wille. Ela afirmou que Flávio convidou a namorada para ir dar uma volta de ultraleve, mas ela se recusou e Wille acabou indo.
As causas do acidente estão sendo investigadas pelo Serviço Regional do Serviço de Aviação Civil (Serac), no Rio Grande do Sul e pelo Instituto de Criminalística de Londrina. As investigações do Serac ainda não chegaram a nenhuma conclusão.
Cleide Silva, do departamento de comunicação social do Serac, afirmou ontem que as investigações têm um prazo legal de 60 dias para serem concluídas.
A reportagem da Folha tentou falar diversas vezes, durante a tarde de ontem, com o perito do Instituto de Criminalística responsável pelas investigações do acidente, mas ele estava em campo.
Segundo informações do Serac, o vôo de ultraleve é por conta e risco do operador. Isto por se tratar de uma aeronave que não é homologada. Trata-se de um aparelho que, por não ser produto aeronáutico, não passou por testes de vôo. É uma aeronave experimental.
Mesmo assim, de acordo com informações do Serac, existem normas que devem ser obedecidas. Para garantir a segurança, deve-se respeitar o limite de peso e evitar determinadas ultrapassagens, que muitas vezes são feitas por pilotos mais arrojados.
Os vôos de ultraleve são fiscalizados tanto pelo Serac quanto pelo Departamento de Aviação Civil (DAC). O contato com órgãos de controle de vôos só é possível ser feito mediante o uso de rádios, equipamento que os ultraleves mais modernos já possuem, de acordo com o Serac.


