Curitiba - Morreu ontem uma das quatro vítimas baleadas no assalto a uma agência do Bradesco na última terça-feira em Curitiba. Ana Cristina dos Santos, 25 anos, cliente do banco, levou um tiro no peito que atingiu a veia aorta. Segundo o Hospital Cajuru, onde estava internada, ela perdeu muito sangue e por isso não resistiu. O assalto levantou a polêmica de que a falta de portas giratórias com detector de metais como medida de segurança nos bancos facilita a ação dos ladrões, colocando em risco a vida de clientes e funcionários. O Bradesco e o Unibanco têm como política evitar esse tipo de porta, que não é obrigatória por lei.
A Lei Federal 7.102 de 1983 determina que os bancos devem ter o vigilante e o alarme como dispositivos de segurança obrigatórios e mais um terceiro facultativo. No Paraná, uma lei estadual e outra municipal especificam que é obrigatório o uso da porta com detector de metais, porém uma liminar obtida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) suspendeu essas duas leis sob o argumento que uma determinação federal tem mais força. A polícia argumenta que os bancos que evitam as portas são os que registram o maior número de assaltos, pois elas inibem a ação dos bandidos.
A polícia já prendeu um dos cinco assaltantes e já identificou os outros quatro. O Bradesco diz que prefere não comentar nada sobre o assalto.

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