Curitiba O taxista Valdemar Arndp, assaltado e espancado por três pessoas na madrugada do último domingo em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, morreu ontem pela manhã. Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas, Claudinir Franco, os assaltantes teriam largado Arndp no Jardim Santa Fé, onde os moradores teriam acionado o Siate. O taxista foi levado para o Hospital São José, onde teria sido atendido e liberado, segundo informações da Delegacia de São José dos Pinhais.
De acordo com a delegada titular, Maritza Maira Haisi, depois de liberado, o taxista teria registrado o boletim de ocorrência. Na madrugada de ontem, a vítima sentiu-se mal e morreu. Franco desconfia que alguma medicação inadequada tenha causado a morte. ''Na receita havia um carimbo de cirurgião dentista. Eu acredito que ele não tenha tenha sido atendido por um médico.'' A delegada explicou que o taxista foi atendido por um médico e encaminhado, depois, a um especialista buco-maxilar que avaliou os ossos da face, no caso de deslocamento de maxilar ou fratura. ''Foi feita uma radiografia e, até onde eu sei, não havia fratura'', disse.
O Hospital São José, segundo Franco, teria se recusado a receber o corpo do taxista. A delegada alega que, normalmente, os hospitais não têm esse costume, pois é o Instituto Médico Legal (IML) que fornece o atestado de óbito. A Folha tentou contato com a direção do hospital mas não obteve resposta.
O corpo de Arnd foi levado então até o Hospital Municipal Doutor Attílio Talamini. De acordo com Franco, o hospital também não quis a receber o corpo da vítima. O diretor do hospital, Jairo Porto Alegre, disse que a médica de plantão chamou uma equipes do IML e da delegacia da região, que, ao chegarem, não encontraram mais o corpo do taxista. ''Ele já tinha sido levado à Secretaria de Saúde de São José dos Pinhais'', disse a delegada.
Segundo Franco, uma equipe do IML foi até a secretaria, pegou o corpo e levou-o novamente ao Hospital São José para pegar alguns documentos. ''De lá o corpo foi trazido até o IML. Toda a trajetória foi acompanhada por taxistas.'' O IML já realizou a autópsia, porém é preciso realizar exames complementares para saber a causa da morte. Os exames devem ficar prontos em 30 dias.

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