O bebê Luiz Eduardo da Silva, de 2 meses, morreu na madrugada de anteontem em Cornélio Procópio afogado com o próprio vômito. A mãe do bebê, a menor C.A.S, 15 anos, encontrou-o morto no berço pela manhã. O bebê foi posto para dormir de barriga para cima logo depois que mamou. Este é o quinto caso de morte de bebê por asfixia desde janeiro no município.
O médico-legista Valdir Góes diz que casos como este ocorrem com mães desinformadas. ‘‘Normalmente são menores e ainda não têm condições de ser mães’’, afirmou. Góes explica que a síndrome da absorção de leite (asfixia mecânica) ocorre porque o leite regurgitado volta aos pulmões quando a criança dorme de barriga para cima. ‘‘Quando isso ocorre, o quadro é irreversível’’.
Para o médico, é imprescindível que as futuras mães façam um pré-natal adequado e participem de palestras e orientações nos postos de saúde. ‘‘O arroto acompanhado pela mãe é um ato muito importante para a saúde do bebê. Sozinho ele não é capaz de cuspir’’, diz Góes. Semana passada, o IML de Cornélio Procópio atendeu um caso idêntico com um bebê de Jataizinho.

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