Foi enterrado ontem, no Cemitério Parque das Oliveiras, o corpo do primeiro anestesista de Londrina. Luiz Gonzaga Bortoni tinha 85 anos e morreu de trauma, após sofrer uma queda dentro de casa. Ele chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu e faleceu na noite de sábado. Nascido em São Lourenço (MG), o médico cursou faculdade na Universidade Federal do Rio de Janeiro e chegou em Londrina em 1952 para trabalhar na Santa Casa de Misericórdia. Ontem, amigos e familiares prestaram as últimas homenagens.
Aposentado desde o início da década de 90, Bortoni foi um dos fundadores do grupo de anestesistas da Santa Casa, em 1966, e serviu de exemplo para os profissonais que vieram em seguida. ''Juntos formamos o serviço de anestesistas do hospital e durante muitos anos Bertoni foi o diretor do grupo por ser mais velho e experiente. Ele foi um professor para nós, sempre brigou pela honestidade e sabia mandar sem ser agressivo'', lembraram os companheiros de profissão Lázaro Dácio Rodrigues e José Adauto Teixeira Rocha. Os médicos ressaltaram que a experiência e os conhecimentos do grupo foram levados para a Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde eles trabalharam como professores.
Para a família, Bortoni será sempre lembrado como uma pessoa extremamente honesta, carinhosa e verdadeira. ''Ele era a família'', frisou o neto mais velho do anestesista, o engenheiro civil Paulo Duarte. Segundo ele, o avô sempre foi uma personalidade muito atuante e que gostava de ajudar as pessoas. Nos últimos tempos, porém, vivia bastante triste e abatido, com saudades da esposa falecida há três anos. ''Minha avó ficou doente e meu avô esteve sempre ao lado dela. Ela também sempre havia sido muito companheira e, depois de sua morte, ele sentiu muito a falta dela'', comentou Duarte.
Bortoni trabalhou como anestesista na Santa Casa, durante toda a vida profissional, e atuou em outros hospitais da cidade. Segundo o neto, ele realizou mais de 35 mil anestesias.

mockup