Rio de Janeiro - O corpo do escritor Geraldo França de Lima, de 88 anos, que ocupava a cadeira nº 31 da Academia Brasileira de Letras, foi enterrado ontem no mausoléu da instituição, no cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio. Lima morreu na noite de sábado, no hospital São José, onde estava internado há dois meses, com endocardite bacteriana, segundo informou sua sobrinha, a médica Silvana de Lima, filha de seu único irmão vivo, José Leopoldo de Lima.
Geraldo França Lima era mineiro de Araguari e veio para o Rio de Janeiro no fim dos anos 40, acompanhando o então ministro da Justiça, Bias Fortes, de quem foi assessor. Antes, tinha morado em Barbacena, terra de Bias, onde começou sua carreira literária, dedicada à ficção regional, por influência do escritor Guimarães Rosa, seu melhor amigo.
Escreveu 12 romances (o mais famoso, ''Serras Azuis'', virou novela na Rede Bandeirantes), além de contos e poemas. Foi também assessor do presidente Juscelino Kubitschek e de Tancredo Neves, em seu período como deputado federal. Sua morte deixa a Academia com 37 membros.

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