Morre mulher queimada por companheiro
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terça-feira, 20 de maio de 2003
Gilmar Agassi<BR>Reportagem Local 
A empregada doméstica Maria Sueli Pereira, 42 anos, morreu, ontem à tarde, na Santa Casa de Londrina, após permanecer sete dias internada em estado grave. A mulher sofreu queimaduras de 1º, 2º e 3º graus em 70% do corpo, na noite do último dia 13, em um incêndio em sua residência, localizada no parque Alvorada, em Cambé (13 km a oeste de Londrina). O principal suspeito de ter ateado fogo na casa é seu companheiro, Amauri Lopes, 36 anos, que está preso na delegacia de Cambé.
De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, Maria Sueli, que já havia deixado a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e estava em um quarto separado da enfermaria, vinha apresentando um quadro de saúde estável, mas teve uma recaída no início da manhã. A assessoria disse que a causa da morte seria uma parada cardíaca.
Durante o tempo que permaneceu internada na Santa Casa, Maria Sueli ficou esperando a transferência para a ala de queimados do Hospital Evangélico, de Curitiba, o único em todo Estado que atende pacientes com queimaduras severas. De acordo com a assessoria do Hospital Evangélico, existem somente 22 leitos à disposição para pacientes adultos.
O delegado de Cambé, Antônio do Carmo, disse que a situação de Amauri Lopes se complicou com a morte da mulher. Agora, ele passa a responder pelo crime de lesão corporal de natureza grave, seguido de morte. Se for condenado, Lopes poderá pegar pena de 4 a 12 anos de reclusão. ''Não acredito que algum juiz conceda liberdade provisória para ele'', afirmou o delegado.
A morte de Maria Sueli constitui o segundo caso de morte em virtude de queimadura em menos de um ano na região de Londrina. Em junho do ano passado, o açougueiro Flanklin Leandro da Cruz Gonzaga, 23 anos, faleceu após permanecer nove dias internado, sendo os quatro primeiros na Santa Casa de Londrina. Ele teve mais de 70% do corpo queimado.
Gonzaga e seu patrão Ailton Albuquerque Júlio, 33 anos, ficaram feridos, no dia 15 de junho, após uma explosão provocada por um vazamento de gás, num açougue da Rua Santos (área central). Ailton, que teve 80% do corpo queimado e estava em estado mais grave, foi transferido para o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto.


