Morre mulher contaminada por mercúrio
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segunda-feira, 11 de novembro de 2002
Rosângela Vale<br> Reportagem Local 
Morreu no último sábado Maria Geir da Rocha, 69 anos, mulher que teria sido contaminada por mercúrio durante uma cirurgia cardíaca realizada no Hospital Evangélico (HE) de Londrina, em 1998. O sepultamento será hoje. A família da paciente registrou boletim de ocorrência solicitando a necrópsia do corpo.
Segundo um dos filhos de Maria, o representante comercial Wedson Pereira Geremias, a contaminação partiu do aparelho colocado no punho para medir a pressão durante o procedimento cirúgico. O mercúrio teria entrado na corrente sanguínea da paciente. Wedson conta que, após constatar o fato, o hospital deu encaminhamento ao tratamento, enviando Maria a um renomado toxilogista de São Paulo. ''Mas ele disse que não havia com o que se preocupar. E mandou tomar analgésico para dor. Eu gravei toda a conversa'', relata.
Como Maria continuava a passar mal, a família resolveu procurar outro especialista em Botucatu (SP). ''Ele foi taxativo. Disse que precisava eliminar o foco da contaminação e amputou três dedos da mão dela''. Apesar da melhora, o problema persistia. Foi quando um médico de Maringá constatou que ela já havia perdido 80% dos rins'', conta Wedson.
Depois de vários embates entre a família e o Evangélico, com ações movidas de ambas as partes, um parecer da justiça determinou que o hospital deveria dar assistência médica e pensão à paciente, o que foi cumprido durante os últimos dois anos, segundo a família. Os filhos pedem, na justiça, indenização. De acordo com a assessoria de imprensa do Evangélico, o hospital só vai se manifestar após os resultados da necrópsia e do processo que está tramitando na justiça.


