Uma missa celebrada pelo arcebispo de Londrina dom Albano Cavallin marcou as últimas homenagens à madre Celestina Maiorano, que faleceu na madrugada de ontem em Londrina. A celebração, com corpo presente, contou com a presença de amigos e religiosas de várias cidades do Paraná e interior de São Paulo. O enterro foi realizado às 17 horas, no cemitério São Pedro. A missionária faleceu de câncer, doença contra a qual vinha lutando desde 2002.
Integrante da Congregação das Missionárias de Santo Antônio e Maria Claret, madre Celestina era italiana e chegou ao Brasil em 1953, junto com a fundadora da congregação, madre Leônia Milito. Estabelecida em Matão (SP), onde batalhou pela construção de um orfanato para meninos chamado Educandário Santo Antônio, ela atuou, também, na transformação da instituição em creche e escola de primeiro grau.
Madre Celestina chegou em Londrina em 1981, após a morte de madre Leônia, para fazer parte do governo geral da congregação das irmãs claretianas. Residiu no Asilo São Vicente de Paulo por sete anos, tendo se destacado pela implantação de melhorias para os idosos. ''Era uma pessoa muito dinâmica, corajosa e sonhadora, que amava sobretudo as crianças e os velhinhos'', comentou a madre Ivany Zanardi, secretária geral da congregação.
Em 97, madre Celestina voltou para Matão e iniciou a transformação do educandário em escola. Seu retorno para Londrina, em 2002, foi motivado pelo tratamento contra o câncer. Na ocasião, ela recebeu uma menção honrosa da Câmara Municipal. O sepultamento em Londrina, segundo madre Ivany, cumpre uma vontade da religiosa. ''Familiares quiseram levá-la de volta para a Itália, mas ela preferiu permanecer no país onde veio para cumprir sua missão''.

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