Rogério Antônio Melchiades, 26 anos, é a 106 vítima de homicídio em Londrina em 2003. Ele morreu por volta das 3h30 de ontem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário (HU), onde estava internado desde a madrugada de segunda-feira. Melquíades havia sido ferido com um tiro na cabeça durante uma festa junina realizada no pátio da Igreja Santo Antônio, no Jardim Messiânico (zona oeste de Londrina). A polícia deteve ainda na noite de segunda três suspeitos de participação no crime.
De acordo com o delegado Pedro Maomé Machado, do 3º Distrito Policial (3ºDP), Melchiades foi atingido por engano. O alvo dos disparos teria sido Dorival Pereira Barbosa, o ''Val'', 20 anos, que levou um tiro de raspão. O menor M.C.C., 15, que conversava com Dorival, também foi ferido.
O delegado interrogou ontem de manhã o pintor Luiz Carlos dos Santos, 18 anos, suspeito de ter feito os disparos; o caixa de posto Júlio Cesar de Lima, 22 anos, suspeito de ser o condutor do motocicleta que levava o atirador; e Antônio Carlos dos Santos Coelho, 22 anos, suspeito de ter intermediado o fornecimento da arma.
Segundo o delegado, os três deram informações desencontradas em seus depoimentos, e afirmaram que não conheciam um ao outro. ''Mas, pelo menos na noite do crime, todos se conheceram e todos articularam o crime'', sustentou o delegado. O advogado de Coelho, Maurici Ruy, afirma que o cliente não teve envolvimento nenhum no crime. ''Ele não sabe quem fez os disparos'', disse o advogado, na manhã de ontem, após acompanhar o depoimento.
Dos três detidos, apenas Coelho, também conhecido como ''Nêgo Bila'', tinha passagens pela polícia. Segundo o delegado, o motivo dos disparos teria sido uma rixa entre Dorival e Luiz Carlos de Lima. De acordo com Machado, Lima estaria sem capacete no momento dos disparos. Até o final da manhã de ontem, a arma ainda não havia sido encontrada pela polícia.

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