Morre homem que resistiu a 51 horas de cirurgia
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terça-feira, 30 de setembro de 2008
Betânia Rodrigues<BR>Reportagem Local 
Trinta dias após receber alta de uma cirurgia cardíaca que durou 51 horas, o gerente de vendas Onivaldo Cassiano, 50 anos, morreu ontem de madrugada, na Santa Casa de Londrina, vítima de septicemia (infecção generalizada). Cassiano estava internado desde a última quarta-feira, com diagnóstico de penumonia.
Segundo o cardiologista Luiz Carlos Miguita não existe relação entre a cirurgia e a infecção contraída por Cassiano. Sua recuperação evoluía bem. Mas qualquer paciente submetido a uma cirurgia está sujeito à redução na imunidade. Devido à complexidade do procedimento, o pós-operatório dele exigiu mais atenção, explicou o médico, que o atendia desde o início do ano, quando o gerente de vendas mudou-se de Jales (interior de São Paulo) para Londrina. Foi o próprio Miguita que recomendou a intervenção cirúrgica, realizada entre 28 e 30 de julho, no Hospital Evangélico.
Cassiano possuía um aneurisma de aorta (dilatação da artéria) que poderia levá-lo à morte. O procedimento consistiu na substituição da artéria e válvula por próteses biológicas implantadas pela equipe do cirurgião cardíaco Francisco Gregori Junior. Embora a morte do gerente não seja conseqüência da cirurgia, Gregori disse estar profundamente chateado com o ocorrido. Podia ter sido na mesa de cirurgia, depois, ou agora, mas o fato é que eu perdi um paciente.
O corpo de Cassiano foi velado até às 15 horas de ontem na Capela do Cemitério Parque das Oliveiras e o sepultamento será hoje, em Jales, cidade natal da família. Antes do translado, a irmã da vítima, Marli Aparecida Cassiano, disse à reportagem que a recaída foi uma surpresa para todos. Ele permanecia em repouso, mas estava muito bem. Alimentava-se normalmente e recebia acompanhamento médico diário. Não imaginamos como é que ele contraiu essa pneumonia.
O gerente de vendas deixa esposa e três filhos adultos que, conforme Marli, ainda não sabem se continuarão a residir em Londrina. (Colaborou Chiara Papali).


