Morre homem que inovou o semáforo
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quarta-feira, 17 de dezembro de 1997
Marcos Zanatta Maringá 
Arquivo FolhaCiclovisualPérsio e Divino Bortoloto, inventor do semáforo de ciclovisual, que começou a ser instalado nos cruzamentos mais movimentados de Maringá em 1990O agricultor aposentado Divino Bortoloto, inventor do semáforo de ciclovisual, morreu ontem em Maringá de insuficiência cardíaca aos 74 anos. Divino sofria de problemas cardíacos e estava internado há dois dias na Santa Casa de Maringá. Ontem pela manhã, o estado de saúde dele se agravou e, por volta das 9h30, sofreu uma parada cardíaca. O corpo de Divino está sendo velado na capela mortuária e o enterro está marcado para as 9 horas no Cemitério Municipal.
Divino ficou conhecido como o inventor do semáforo de ciclovisual, equipamento que hoje controla o trânsito de diversas cidades do País e até em Modena, na Itália. Meu pai inventou o semáforo porque ele não se conformava com a falta de informação dos equipamentos convencionais, lembra o filho Pérsio.
Depois de muita briga, Divino conseguiu instalar o primeiro aparelho em Maringá, na década de 60, de forma experimental. Durante duas décadas, ele brigou com os órgãos públicos para conseguir pôr o equipamento no mercado. O máximo que conseguiu foi uma permissão para instalar o ciclovisual em cidades do interior. Em 96, Bortoloto colocou um aparelho em Brasília. A redução do número de acidentes levou o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) a autorizar a instalação do aparelho em qualquer cidade.
A grande arrancada para a liberação dos semáforos de ciclovisual aconteceu em 1990, quando a Prefeitura de Maringá passou a substituir os aparelhos nos cruzamentos mais movimentados. Na Avenida Colombo, onde os ciclovisuais foram instalados em todos os cruzamentos, o número de acidentes caiu em mais de 50% e o número de vítimas fatais em quase 100%. Em 1994, recebeu em São Paulo o Prêmio Nacional de Segurança no Trânsito.


