Foi enterrado ontem pela manhã, em Londrina, o frentista Valdir Sebastião Loriano, 46 anos, vítima de explosão num posto de combustíveis da Avenida Prefeito Faria Lima (Zona Sul). Ele morreu no início da noite de sexta-feira, na Santa Casa, cerca de quatro horas depois do acidente. Outro funcionário, Robson Luis Santana, 28 anos, continua internado em estado grave.
Segundo informações colhidas pela FOLHA no local, Loriano estaria num fosso do posto, embaixo de um veículo Celta que acabara de ter gasolina retirada de seu tanque. A motorista do carro relatou que havia um fogareiro aceso nos fundos do box onde os frentistas trabalhavam, o qual poderia ter causado a explosão em contato com os gases liberados na remoção de combustível.
Conforme a reportagem apurou ontem, nenhum perito do Instituto de Criminalística (IC) esteve no local do acidente. Segundo Luis Noboru, perito que estava de plantão na tarde da ocorrência, o IC não foi acionado pela Polícia Civil. ''Nem ficamos sabendo. Se foi acidente de trabalho, certamente precisávamos ser chamados. O problema é que alguns vestígios podem se perder com a demora em se fazer a perícia'', ponderou.
O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Sérgio Luiz Barroso, disse por sua vez que a polícia só tomou ciência do incidente à noite, quando o frentista morreu. ''Um inquérito policial será aberto, a princípio por homicídio culposo (sem intenção de matar)'', afirmou, alegando que caberia aos bombeiros acionar a polícia. A direção do posto não se pronunciou.
Loriano teve quase todo o corpo queimado e não resistiu aos ferimentos. Já Santana sofreu queimaduras graves em cerca de 60% do corpo. Segundo a assessoria de imprensa do Hospital Evangélico (HE), que o atendeu, até o início da tarde de ontem ele permanecia consciente e estável.
Familiares e amigos do frentista morto lotaram dois ônibus para acompanhar seu enterro, no Jardim da Saudade (Zona Norte). ''Ele era um herói, nunca deixou faltar nada em casa'', comentou Robson, um dos três filhos deixados por Loriano. Segundo ele, o pai trabalhava há cerca de três anos no posto. Ele disse que a família ainda não entendeu como ocorreu o acidente.

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