Depois de um mês internado com pneumonia, morreu no início da manhã de ontem, aos 77 anos, o advogado Gilbert Garcia de Souza, natural do Rio de Janeiro (RJ). Bastante conhecido em Londrina, ele começou a carreira na cidade paranaense em 1955, como funcionário do Banco do Brasil. Gilbert Garcia foi presidente da Sercomtel e secretário municipal de Negócios Jurídicos.
Enterrado ontem à tarde no Cemitério Parque das Oliveiras (Zona Leste), o corpo do advogado foi velado na Câmara de Vereadores, onde atuou como procurador jurídico durante quatro anos. O cargo foi repetido também na Universidade Estadual de Londrina (UEL), instituição onde lecionou por duas décadas as disciplinas de direito civil e direito comercial.
Gilbert Garcia atuou como secretário de Negócios Jurídicos de 93 a 96, período imeadiatamente anterior à superintendência da Sercomtel, onde acompanhou a transição de autarquia para sociedade anônima. Ainda pela telefônica, foi presidente e consultor jurídico. Nos últimos anos e até um mês antes de ser internado, conforme a família , advogava apenas por seu escritório. Em junho, ele receberia o Título de Cidadão Honorário de Londrina, concedido pela Câmara em dezembro do ano passado.
Mais velha de um grupo de quatro filhos, a comerciante Lúcia Garcia de Souza, 46 anos, disse que os traços mais fortes deixados pelo pai foram ''a retidão de comportamento e o respeito à coisa pública''. ''Além do que, com ele não havia meias palavras: o que precisava ser dito, era feito na hora, de frente'', afirmou. Filho de Gilbert e também pupilo na profissão, o advogado Marcelo Aranda Garcia, 40, lembrou que essa qualidade se fez presente sobretudo em um momento histórico de Londrina: ''Foi no plebiscito de venda da Sercomtel Celular (2000), contra a qual ele foi sistemática e abertamente contra'', lembrou.
Atual procurador jurídico da Câmara e aluno de Gilbert na década de 80, o advogado João Gomes lamentou a morte de quem ele ''considerava, antes de tudo, amigo e conselheiro''. Presente ao velório, a deputada estadual Elza Correia (PMDB) também lamentou o falecimento. ''Gilbert era uma figura brilhante, solidária, sensível, mas, sobretudo, de muita ética. Perdi um conselheiro''.

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