Curitiba - O publicitário e cronista Jamil Snege, 64 anos, foi enterrado ontem em Curitiba. Ele morreu na tarde de sexta-feira em decorrência de um câncer de pulmão, contraído há mais de um ano. Snege era especialista em marketing político e ficou conhecido como um dos mais instigantes e criadores de campanhas eleitorais. Seu último trabalho foi a participação na campanha do goverandor Roberto Requião. Jamil Snege iniciou a carreira como publicitário nos anos 60, na Múltipla Propaganda & Pesquisa, onde trabalhou por dez anos. Depois, fundou a própria agência de publicidade, a Beta Propaganda. Atualmente, mantinha um escritório com a mulher no bairro das Mercês.
Além do trabalho na propaganda, Jamil Snege também teve uma passagem importante pela literatura paranaense e brasileira já a partir dos anos 60, quando começou escrever crônicas sobre Curitiba e seus costumes.Escreveu os livros ''Tempo Sujo'', ''A Mulher Aranha'', ''Ficção Onívora'', ''O Jardim, A Tempestade'' e ''Como Eu Se Fiz a Si Mesmo'', obra publicada em 1994 e que teve grande sucesso. Snege publicou outros livros de sucesso, como ''Viver É Prejudicial à Sa© úde'', ''Os Verões da Grande Leitoa Branca'' e ''Como Tornar-se Invisível em Curitiba''. O publicitário deixou uma obra inacabada, ''Grande Mar Redondo'', sobre a vida do português Antônio Vieira dos Santos, pai da historiografia paranaense que viveu em Paranaguá no século XVIII.
O publicitário deixa viúva Vera Bachmann e dois filhos.

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