Morre em Pelotas o ativista político Amílcar Gigante
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segunda-feira, 19 de outubro de 1998
Dimitri do Valle 
Foi sepultado ontem em Pelotas (RS) o médico e ex-professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Amílcar Goyamex Gigante, de 69 anos. Ele morreu por complicações causadas por um câncer.
O médico teve uma clínica em Curitiba na década de 60. Por causa do seu envolvimento em atividades políticas, ele despertou a atenção dos militares e perdeu a função de professor adjunto de clínica médica na antiga Faculdade de Medicina que se incorporou a UFPR. Gigante foi considerado subversivo, lembrou o amigo e médico curitibano Dante Romanó Júnior. Desempregado, Gigante retornou a Pelotas, sua cidade natal, e foi contratado pela Universidade Federal de lá onde chegou a ser reitor.
Era um médico brilhante. Curitiba o tinha como referência, disse Romanó. Em 1990, Amilcar Gigante publicou um trabalho acadêmico para a UFPR denominado Universidade e Saúde, sugerindo como a melhorar a integração do serviço e ensino prestados à população. Gigante deixa a mulher e cinco filhos.


