Morreu ontem no Hospital Evangélico de Curitiba o policial reformado Vitor Alves de Almeida, 55 anos, que foi queimado pelo vizinho dele, Agnaldo Dias Lima, 26, na terça-feira da semana passada, em Paranavaí. Almeida foi transferido para Curitiba dois dias depois de sofrer as queimaduras, que atingiram 40% do corpo dele. Segundo o médico José Carlos de Azevedo, do Hospital Evangélico, o quadro clínico de Almeida se complicou porque ele é portador da doença de Chagas.
Lima, que jogou meio litro de álcool nas costas do ex-policial e ateou fogo, permanece preso na cadeia pública de Paranavaí. À polícia, ele alegou que recebeu ameaças de morte de Almeida. O policial sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau entre o pescoço e a cintura. Ele foi socorrido por familiares.
Segundo o delegado Nabor Sotomaior, Lima é deficiente mental e esteve internado no Sanatório Maringá dias antes de cometer o crime. Lima disse à polícia que vinha tendo visões em que era ameaçado de morte por Almeida. O autor do crime fica à disposição da Justiça e deve ser submetido a um exame de sanidade mental.

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