Morreu ontem em Dracena (SP), um dos mais conhecidos comerciantes da história de Londrina. Antonio Divino de Andrade, o Toninho, foi proprietário de um dos restaurantes mais famosos da época de ouro do café.

O Bar e Restaurante do Toninho tinha a canja mais saboreada pelos boêmios dentre os anos 50 e 70. Empresários e artistas de outras partes do Brasil também apreciavam a ''galinhada'' preparada pelo dono do bar, frequentado também por prostitutas da cidade. Dizem as boas e más línguas que Nelson Gonçalves, Angela Maria, Silvio Caldas e até Cauby Peixoto aproveitaram a passagem por Londrina para conhecer a famosa iguaria. ''Alguns até se apresentavam de graça para comer a canja do Toninho'', relembrou o jornalista Carlos Silva, de 79 anos.

O bar mudou de endereço várias vezes e mesmo assim continuou movimentado até o final dos anos 80. Durante a última década do milênio, apenas os clientes fiéis mantiveram sua presença assídua no bar. Já apresentando problemas renais e cardíacos, o comerciante decidiu fechar definitivamente o bar este ano e mudar para o interior paulista. Toninho morreu de falência múltipla dos órgãos aos 72 anos.

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