Cambé - A mãe do bebê queimado no final de janeiro no Jardim Ana Rosa, em Cambé (13 km a oeste de Londrina), que permanece presa, vai responder pelo crime de homicídio. A criança Maria Eduarda Castro Pereira da Silva, de cinco meses, morreu na sexta-feira passada em decorrência das queimaduras de segundo e terceiro graus em 30% do corpo. O inquérito já foi concluído, mas ainda não chegou às mãos do Ministério Público.
De acordo com a delegada Josana Caldardo, do 1º Distrito Policial de Cambé, a morte não altera o andamento do caso, uma vez que a linha da investigação já era de prática intencional do crime. Inicialmente autuada por tentativa de homicídio, ela será processada por homicídio e a qualificação deverá ser definida pelo MP.
Alguns laudos que ainda não ficaram prontos serão anexados ao processo. Além da necropsia, está em fase de confecção um exame de sanidade mental de Maria Angela dos Santos, 19 anos, mãe da vítima. Outro exame vai identificar se o carrinho, que foi incendiado, contém resquícios de material inflamável. ''Cumprimos a obrigação de colher todas as provas possíveis para encaminhá-las ao Ministério Público. O pai da criança chegou a ficar preso por 15 dias, mas, segundo a delegada, a participação dele no crime foi descartada.
Na época do incidente, a mãe alegou que, após um desentendimento com o pai da criança, colocou fogo em uma fralda e as chamas atingiram o carrinho onde estava Maria Eduarda. Ferida nas pernas, braços, tórax e abdome, ela ficou internada no Centro de Queimados do Hospital Universitário (HU), mas há uma semana não resistiu aos ferimentos.

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