Morre bebê que nasceu em banheiro
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quarta-feira, 05 de julho de 2006
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Foz do Iguaçu Representantes da área de saúde de Foz do Iguaçu apuram as circunstâncias em que um recém-nascido morreu, na madrugada de anteontem, horas depois de ter vindo ao mundo no sanitário de um posto de saúde do município. A brasiguaia Silvana Bonifácio, 35 anos, teria procurado a unidade para fazer uma consulta e entrado em trabalho de parto no local.
Segundo o secretário-executivo do Conselho Municipal de Saúde de Foz, Luiz Gonzaga, Silvana é brasileira e mora num bairro pobre de Ciudad del Leste, no Paraguai. Conforme o secretário apurou, na manhã da última segunda-feira a gestante foi até o posto de saúde do bairro Profilurb 2, próximo à fronteira com o país vizinho, para fazer uma consulta. Mãe de dez filhos, ela disse que nunca havia feito um exame pré-natal.
''Ela contou que chegou a fazer um exame de sangue no posto, e de repente começou a passar mal. Aparentemente, os funcionários não deram muita importância e, sem que ninguém visse, ela foi até o banheiro. Lá mesmo, ela teve o bebê, sozinha'', relatou Gonzaga. Só então o posto teria acionado o socorro do Samu. A viatura levou mãe e criança para o Hospital Costa Cavalcanti, em Foz. Internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o recém-nascido morreu na madrugada de terça-feira.
O diretor assistencial do hospital, Sandro Scarpetta, declarou que a criança ''não chegou em boas condições de saúde''. Ele foi informado de que o parto ''não ocorreu em condições adequadas'', mas não soube dizer até que ponto isso foi determinante na morte do bebê. ''O que consta no prontuário é que a criança apresentou insuficiência respiratória e um problema cardio-congênito. O hospital fez o possível, mas não foi possível salvá-la'', assegurou. A mãe está fora de perigo.
Gonzaga disse que o Conselho está preparando um relatório e irá pedir explicações à Secretaria Municipal de Saúde. A Folha entrou em contato com a secretaria por telefone, mas até o fechamento da edição não conseguiu falar com a enfermeira responsável pelo Departamento de Atenção Básica. No posto onde o incidente ocorreu, uma funcionária informou que somente hoje o responsável poderia falar à reportagem.


