Morre arquiteta picada por aranha marrom
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de novembro de 2003
Ellen Taborda<br>Equipe da Folha 
Curitiba A arquiteta Marilu Leonardelli Gavaski, de 29 anos, morreu na noite de anteontem, no Hospital Evangélico, vítima de picada de aranha marrom. Marilu passou sete dias em busca de tratamento médico adequado. A Delegacia de Homicídios vai investigar o caso.
O noivo da arquiteta, o analista de sistemas Sandro Augusto Stadler, registrou queixa na delegacia por negligência médica. Ele quer que o caso seja esclarecido. ''Espero que a Justiça seja feita. Ela não merecia morrer pelo erro dos outros'', lamentou.
Marilu foi internada no Evangélico no dia 31 de outubro. Antes disso, passou pelo Hospital Cajuru e pelo Posto de Saúde Ouvidor Pardinho, que não apontaram para picada de aranha marrom. Eles diagnosticaram vírus na corrente sanguínea e pêlo encravado. Num outro posto de saúde, a paciente nem chegou a ser internada. Os médicos constataram que ela havia sido picada por aranha marrom, deram medicações, soro e liberaram a paciente. Somente quando procurou o Posto de Saúde Campo Comprido em estado grave, Marilu teria sido encaminhada para internamento no Evangélico.
A arquiteta ficou por uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, com infecção grave com comprometimento de vários órgãos. O corpo da arquiteta será enterrado hoje, às 9 horas, no Cemitério Água Verde, em Curitiba.
A assessoria de imprensa do Hospital Cajuru informou, na semana passada, que o prontuário de atendimento da arquiteta demonstrou que ela chegou à unidade com quadro de vômito e diarréia. Ela teria dito que tinha ido a uma festa no dia anterior. A conclusão foi a de que Marilu teria sido vítima de infecção alimentar. A Prefeitura de Curitiba informou que não conseguiu localizar no sistema o atendimento da arquiteta no Posto de Saúde Ouvidor Pardinho. Na Unidade Boa Vista, Marilu teria sido medicada e recebido soro, sendo liberada quando teria sido constatato que não havia o agravamento do quadro clínico.


