Morre aposentada que foi encontrada agonizando
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quinta-feira, 18 de novembro de 2004
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
A aposentada Jorgina Sabino da Silva Castioni, de 59 anos, morreu anteontem à tarde depois de passar quase 40 dias internada na Santa Casa de Londrina. A Polícia Civil investigava a suspeita de que ela tivesse sofrido violência sexual. A causa da morte, segundo o hospital, foi insuficiência respiratória causada por acidente vascular cerebral (AVC), mas os filhos acreditam que o AVC tenha ocorrido por causa da suposta violência sexual. ''Agora, mais do que nunca, queremos saber o que aconteceu, queremos que a investigação continue'', disse um dos filhos, Remídio Castioni.
Jorgina foi encontrada no dia 10 de outubro por vizinhos, agonizando no apartamento onde morava sozinha. Segundo os filhos, ela apresentava hematomas por todo o corpo, o que poderia caracterizar a agressão. No entanto, um exame feito pelo Instituto Médico Legal (IML), quatro dias depois, apontou a existência de apenas uma lesão em um dos ombros. O exame do IML também acusou a presença de esperma em material biológico colhido da aposentada, mas os peritos, na época, informaram que não havia como confirmar se ela havia sido estuprada ou consentido a relação. A família chegou a suspeitar que o cartão de aposentadoria da mãe tivesse sido roubado, mas este foi encontrado ''jogado'' no apartamento.
Desde que foi internada, Jorgina passou a maior parte do tempo em coma. Segundo informações do hospital, na última semana ela teve uma melhora e chegou a sair da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas voltou por causa de complicações. ''Nesse período (que Jorgina esteve fora da UTI) ela não conseguiu falar, dar alguma informação. Agora fica mais complicado para a polícia'', disse Remídio. Jorgina foi enterrada ontem, em Umuarama.
Ontem a reportagem da Folha não conseguiu contatar o delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial, Nagib Nassif, que investiga o caso, porque ele havia cumprido plantão e estava de folga.


