A aposentada Alvelina Lourenço Francês, 65 anos, morreu no final da tarde de sexta-feira, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional João de Freitas, em Arapongas (37 km a oeste de Londrina). Ela foi transferida para Arapongas, após ficar por 14,5 horas, na emergência do Hospital da Zona Sul (HZS), na fila de espera por uma vaga em UTI, com quadro grave de pneumonia.
O atestado de óbito, assinado pelo médico Narciso Marques Moure, aponota que a causa da morte foi ''choque séptico, pneumonia, doença pulmonar obstrutiva crônica e insuficiência cardíaca congestiva''. Para a filha da aposentada, Idelma Francês, a demora na transferência para UTI pode ter sido a causa da morte da mãe. No Hospital João de Freitas, nenhum médico foi encontrado para comentar o assunto.
Para o secretário de Saúde de Londrina, Silvio Fernandes, é preciso ter uma análise dos médicos do João de Freitas para poder comentar a influência da demora do internamento na UTI na morte da paciente. ''O ideal é sempre ter acesso à unidade o mais rápido possível. Só não se pode fazer inferência de que o retardo teria a ver com a morte da paciente'', destacou.

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