Morre aos 92 anos o pioneiro Antônio Barrozo
Morre aos 92 anos o pioneiro Antônio Barrozo Álbum de Família Paulo Ubiratan De Londrina Foi sepultado no último domingo o corpo do pioneiro londrinense Antônio Maurício Barrozo (foto), 92 anos, que morreu sábado vítima de derrame cerebral. Barrozo veio de Minas Gerais em 1938 já casado com Ignez Cazarim. Eles tiveram 9 filhos, 34 netos e 24 bisnetos. A maioria dos descendentes continua residindo em Londrina. Os filhos Maria do Carmo, Dalva e Alberto nasceram em Minas Gerais. Judith, Luzia, Antônio, Luiz, Jurandir, Augusto e Neri nasceram em Londrina. Quando chegou na cidade, a família se instalou em um sítio na região Água de Lindóia (zona leste). Naquela época, Londrina possuia cerca de 10 mil habitantes. Chegaram na mesma época o irmão de Antônio, José Maurício Barrozo com a família e o cunhado José Cazarim. Em menos de dois meses os pioneiros levantaram a casa onde passaram a morar definitivamente. Conforme os herdeiros de Antônio Barrozo, ele derrubou mata, construiu casas, montou olarias, engenhos e formou cafezais. O pioneiro não cursou nenhuma escola superior mas era conhecido como engenheiro. Com criatividade para construir e montar máquinas, ele chegou a mudar o perfil de Londrina, onde tudo era difícil para conseguir. Em 1940, construiu um engenho de açúcar mascavo, provocando um boom na economia da cidade. Antônio deixou escrita suas memórias até os 80 anos. Trata-se de uma autobiografia cujo o nome é sugestivo: Oitenta anos difíceis, porém felizes. No título de suas memórias o pioneiro quis resumir a idéia que a sua existência em Londrina lhe valeu muito a pena.





